Toda liberdade é relativa. Temos sempre que prestar contas do que fazemos. Mesmo tendo o poder de realizar todos os desejos e vontades isso tem um custo. Mas o que cada um tem ou concebe como liberdade, é pessoal, é relativo. O que para um seria liberdade para outro seria um cárcere. Então, o que seria a liberdade absoluta? Dizendo de outra forma, o que indistintamente, para um ou outro, seria liberdade? Tenho uma idéia do que possa ser... Vou usar uma imagem de uma história que ouvi, para mim foi a melhor explicação do que possa ser essa liberdade... Pense que você está em uma canoa, essa canoa desce um rio. Você não tem controle no que diz respeito a isso, a correnteza, a velocidade... Qual a sua liberdade? Ter liberdade é, estando na canoa, realizar o que deseja fazer em relação a isso.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Dentro da canoa
sábado, 8 de janeiro de 2011
Gratidão
Fecho os olhos só para aguçar a percepção sonora que traz consigo a lembrança de um momento de paz alegria e extrema gratidão. Sinto-me feliz ao acessar esse momento. É como se houvesse uma expansão de meu corpo e eu me tornasse tão grande, tão grande que não coubesse mais em mim. E ocupasse todo espaço. O sentimento predominante é de gratidão, e é indescritível.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
TUDO nos ensina
A gente aprende, com o tempo, algumas sabedorias.
É como se só o tempo pudesse nos ensinar, ou dito de outra forma, com o tempo a gente aprende.
Penso que em todo momento temos oportunidade de experimentar pequenos flachs que nos seriam muito proveitosos se tivéssemos condições para assimilá-los e poder incorporar à nossa maneira de ser. Mas isso só ocorre, só incorporamos, quando estamos mais velhos, e, é por isso, que associamos à sabedoria ao tempo. Será que a idade nos dá mais clareza? Quanto a isso não tenho certeza, porque tem gente que não envelhece. Tem aqueles que envelhecem, mas não aprendem. Tem os que se recusam envelhecer e os que não querem aprender. Então... Não é regra.
Sou partidária da frase que fala: Não é a quantidade que faz melhor (pode até ajudar...), é a qualidade que faz a diferença.
Há um momento, um instante, uma fração de segundos, um clic... Em que algo nos toca e nos abre uma fresta na direção de certa sabedoria. Na verdade, ela sempre esteve ali, diante de nós, exibida e sem pudor. Mas, nós só a percebemos ou podemos vê-la no momento “x”, é quando dizemos pra nós mesmos: eu já sabia disso! No entanto, só a partir dali parece ficar nítido. Penso que dessa mesma forma acontece os nossos insights. Esse é o instante que fazemos contato direto e lúcido com a sabedoria. Então, assim temos oportunidade de aprender.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Adaptação
Do pouco que sei da teoria evolucionista de Darwin, sei que ele constatou que a evolução das espécies se deu por conta de sua capacidade de adaptabilidade ao meio, conhecido como seleção natural. Sendo assim, sem adaptação não há sobrevivência. Conseqüentemente aquele que não se adapta está fadado à extinção.
Aos animais, em seu comportamento adaptativo, observamos basicamente seus impulsos e seus instintos. Na espécie humana também se deu de forma semelhante.
Olhando para os nossos dias vejo que temos a necessidade de nos adaptarmos ao nosso meio. Fazer o que as pessoas esperam que você faça é está adaptado. Estamos adaptados culturalmente, nossa educação, nossa organização do comportamento, etc faz parte da mossa luta pela sobrevivência, melhor seria dizer que essa é a forma de vivermos bem, sem conflito, sem sofrimento... Vem então, à idéia de que sendo assim, uma forma de ser feliz é está adaptado às circunstancias. Perfeito!
Mas quando você está perfeitamente adaptado e as circunstâncias mudam? A resposta seria: adaptamos-nos novamente, pra não sofrer! Repetidamente.
Tudo muda e ha todo instante. Não temos o menor controle sobre as mudanças e nem sempre elas são agradáveis. Será que temos outra saída para sobreviver, ou evoluir, tentar ser feliz, que não seja a adaptação?
Lembrei agora do personagem do “O bem amado”, que se chamava Nezinho do Jegue, que quando estava sóbrio dizia: Viva Odorico! E quando estava embriagado dizia: Morra Odorico! Não dá pra não rir!
Enfim, a mudança traz sofrimento e nem sempre nos adaptamos com muita facilidade. Mas ao criarmos um espaço em nossa mente onde colocamos uma condição em que haja possibilidade de simplesmente nos tornar abertos para o novo, pacificamos o nosso estado interior e criamos uma condição saudável a essa adaptação.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Pessoas e Lugares
Vejo particularidades muito semelhantes entre lugares (ambientes) e pessoas.
Assim como os indivíduos trazem em si a sua história de vida e refletem em seu comportamento toda sua história, da mesma forma são os lugares.
Existem lugares sadios, doentes, alegres, tristes, tranqüilos, agitados, silenciosos, barulhentos, de tudo quanto é tipo! Da mesma maneira, existem pessoas assim.
Lugares e pessoas nos passam toda sua emoção. Podemos nos sentir bem ou passar mal no contato com lugares e pessoas. Pode ser esquisito, mas é verdade.
Quando se entra em contato com lugares doentes, geralmente, a maioria de seus freqüentadores também são, e ao entrar em contato com tal ambiente existem duas possibilidades: ou nos contaminamos, ou somos afastados.
Não ha como contestar que nas relações os semelhantes se aproximam por afinidades. Assim o ambiente é dominante segundo a maioria semelhante.
Lugares e pessoas tem sua energia própria, e com um pouco de sensibilidade podemos identificar quando nos faz bem ou não.
sábado, 12 de junho de 2010
Registros inconscientes
Comentário feito ao texto do Blog: http://pordentrodoser.blogspot.com/
O que REPRIMI... Esse é mais um elemento que temos conhecimento consciente, somente depois que procuramos nos conhecer.
Como poderíamos imaginar que algo em nós foi transformado, por exemplo, naquele medo pavoroso, descabido, desproporcional, à beira do irracional, teriam suas justificativas num recalque? E o que recalcamos? Qual a circunstância desagradável que o nosso ego quis nos proteger?
Essa nossa mente!... Cheia de labirintos comanda por nosso ego sempre a procura de nos defender e cria as mais fantásticas peripécias para nos livrar do sofrimento!
Não é fácil se conhecer! Temos que encarar nossos monstros, levantar o tapete, limpar os armários, parar de fugir!
Precisamos muitas vezes de ajuda para isso, mesmo assim não é fácil. Não é fácil encontrar com o que foi escondido de nós mesmos e por nós mesmos, ao ponto de não ter em nossa consciência o seu registro. Chega ser assustador esse encontro. Talvez seja por isso que existem aqueles que não querem, de forma alguma, fazer uma terapia.
Estarei encontrando não o que recalquei, mas encontrarei com alguém inesperado, encontrarei comigo mesma. Uma EU já esquecida em meu inconsciente.
As justificativas a esse ‘esquecimento’ pertencem ao domínio de uma lógica que só aquela mente, daquela época, naquelas circunstâncias poderá dar sentido lógico dentro de todo seu contexto.
O que escondi? Ou melhor: O que transformei para não sofrer? O que recalquei?
É certo que ao sermos confrontados numa situação de perigo nosso reflexo instintivo nos oferece duas opções: ou Enfrentamos (lutamos), ou Fugimos. Nas duas formas estamos nos protegendo. Do que me protegi?
Acredito que ao nos escondemos de nós mesmos, passamos a acreditar no que nos deixa mais confortáveis, pelo simples medo nosso ego vai nos proteger.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
A Mão é a Mente
Assim ouvi: “ A mão é a mente, a marionete é o corpo.”
Achei semelhante ao título do livro: “O corpo fala”.
Também achei semelhante a uma frase que ouvi num filme dita por um legista: “O cadáver nos diz como foi que morreu”.
Então não ha como esconder o que se é.
Se o comportamento está associado ao físico, e está, dessa forma só podemos mudar no físico o que foi mudado na mente.
Fica difícil dizer que mudamos, que somos outra pessoa se não ha comunhão entre corpo, palavra e pensamento.
Se a realidade mental é a raiz da nossa realidade e a efetiva mudança não tiver ocorrido, a farsa não se sustenta.
Não é fácil mudar o estado da mente, mesmo sabendo conceitualmente o que deve ser modificado.
Somente essa abordagem conceitual não é suficiente para ser transformadora.
É claro que toda mudança começa com a análise, compreensão e a aspiração da mudança.
Mas somente treinando para clarificar, pacificar e funcionar melhor a mente, é possível que se atinja esse objetivo. Assim será possível não haver dissonância entre as ações e as palavras.