Acho que você cercou muito bem esse assunto, vou dizer o que
mais? Você vai do céu ao inferno. Em
todo caso, fico com a ideia da possibilidade de sermos bem resolvidos, com
todos os pré-requisitos colocados por Freud, coisinha muito simples para
famílias ‘margarina’. Educam-nos, e nem nos
questionamos o que e porque pensamos assim ou assado.
Assim, vamos vivendo o grande dilema, entre o desejo de
simbiose e o desejo de liberdade. Desse
modo,
Parece lincado de alguma forma na mente das pessoas, que
as mulheres têm que ter filhos. E que só
serão felizes se tiverem. Geralmente esse filho tem que ser biológico, não vale
se for adotado.
Parece que existe uma consciência coletiva que fala: ‘as
que não têm filhos são frustradas!’ Talvez porque passe a idéia de que não
tiveram de fato um homem, sei lá!
Assim, passamos a acreditar em vários desses mitos
impostos por uma sociedade machista/ opressora. Mesmos as mais escolarizadas e
esclarecidas das mulheres, acredite, acreditam.
O que REPRIMI... Esse é mais um elemento que temos conhecimento consciente, somente depois que procuramos nos conhecer.
Como poderíamos imaginar que algo em nós foi transformado, por exemplo, naquele medo pavoroso, descabido, desproporcional, à beira do irracional, teriam suas justificativas num recalque? E o que recalcamos? Qual a circunstância desagradável que o nosso ego quis nos proteger?
Essa nossa mente!... Cheia de labirintos comanda por nosso ego sempre a procura de nos defender e cria as mais fantásticas peripécias para nos livrar do sofrimento!
Não é fácil se conhecer! Temos que encarar nossos monstros, levantar o tapete, limpar os armários, parar de fugir!
Precisamos muitas vezes de ajuda para isso, mesmo assim não é fácil. Não é fácil encontrar com o que foi escondido de nós mesmos e por nós mesmos, ao ponto de não ter em nossa consciência o seu registro. Chega ser assustador esse encontro. Talvez seja por isso que existem aqueles que não querem, de forma alguma, fazer uma terapia.
Estarei encontrando não o que recalquei, mas encontrarei com alguém inesperado, encontrarei comigo mesma. Uma EU já esquecida em meu inconsciente.
As justificativas a esse ‘esquecimento’ pertencem ao domínio de uma lógica que só aquela mente, daquela época, naquelas circunstâncias poderá dar sentido lógico dentro de todo seu contexto.
O que escondi? Ou melhor: O que transformei para não sofrer? O que recalquei?
É certo que ao sermos confrontados numa situação de perigo nosso reflexo instintivo nos oferece duas opções: ou Enfrentamos (lutamos), ou Fugimos. Nas duas formas estamos nos protegendo. Do que me protegi?
Acredito que ao nos escondemos de nós mesmos, passamos a acreditar no que nos deixa mais confortáveis, pelo simples medo nosso ego vai nos proteger.
fiz um longo comentário e resolvi publicá-lo aqui:
Martino
Penso que a felicidade não é coisa desse mundo.
Ao mesmo tempo em que acredito que seja uma coisa simples ao mesmo tempo não é fácil cultivá-la.
Da mesma forma que vamos aprendendo a viver a vida vivendo, aprendemos que nem sempre o que desejamos nos fará feliz.
Como você diz: “Nada que é real pode trazer certa fonte inesgotável de felicidade.”
Não dá pra se conceber algo como objeto de felicidade. A felicidade não está em outro lugar que não seja em nós mesmos e sem que se compartilhe com o outro, essa felicidade parecerá alienada, fantasiosa, ilusória, narcísica.
Sinto que existe um caminho do meio nessa história.
Embora queiram nos fazer acreditar, vê-se pelas novelas principalmente, que tudo é felicidade quando as pessoas se casam, tem filhos e/ou ficam ricas.
Nessa relatividade da felicidade que aspiramos, confundimos também com as nossas alegrias, como se fosse possível ficarmos permanentemente alegres.
Vive-se intensamente para evitar a tristeza. A vida fica tão agitada que não se tem tempo pra pensar em tristeza. A agitação provoca estímulos fortes com reações fortes e assim se perde a sensibilidade, porque as paixões dopam. Se a mente é sensível não precisa de agitação.
Mais uma vez lhe cito: “é fundamental para o bom funcionamento mental, admitirmos períodos de tristezas, até para que se possa posteriormente, viver momentos felizes. A felicidade e a tristeza encontrar-se internos em nós e buscam encontrar representantes externos.”
Acho uma grande aventura em um campo imenso de possibilidades encontrar, compartilhar a vida com uma outra pessoa, e ser livre. Já que tudo está o tempo todo em processo de mudança e nada é permanente.